Blog

Seu Blog de design

maio 24, 2013

O Design Emocional e a RIT – Rede Integrada de Transporte de Curitiba – PR | 1ª Parte

Conheci Curitiba em 2007, e logo me apaixonei por essa metrópole com todos os seus encantos, por seus belos e bem cuidados parques e também pelo “vermelhão”: o ônibus que representa muito bem Curitiba e a RIT – Rede Integrada de Transporte da região.  Tenho dezenas de fotos dele. =)

Durante os 5 anos ali vividos, utilizei diariamente a RIT para trabalhar e estudar. Percebia que esse serviço poderia ter maior qualidade no atendimento, mas não sabia exatamente que nome daria a isso… Seria isso uma estratégia de marketing? Esse problema poderia estar relacionado ao design?

Quando chegou a época do meu TCC sonhei em desenvolver um projeto que mudasse de forma positiva a vida das pessoas que moram em Curitiba. Conversando com o professor Tiago Maia, ele me disse: mas isso que você quer fazer é “Design Emocional”! E me indicou o livro de Donald Norman. Então é esse nome? Pensei. Procurei o tal livro que norteou todo o meu projeto.

O Design e a experiência do usuário

Experiência é uma coisa que marca a vida da gente, não é? Lembra daquela foto especial que você guarda com tanto carinho? Existe uma ligação afetiva entre você e ela não é mesmo? Ela te faz voltar no tempo, evoca sensações, sentimentos, emoções. Essas lembranças estão relacionadas com experiências agradáveis que você viveu e que foram “captadas pela câmera naquele exato momento” e eternizadas para você. A fotografia é um excelente exemplo de como desenvolvemos afetividade positiva com “coisas” e não somente com pessoas. Por outro lado também existem experiências ruins e essas também são marcantes e ainda mais fáceis de serem lembradas.

O que as empresas buscam atualmente é levar seus clientes a perceberem seus produtos e serviços de maneira especial, a criarem um vínculo sentimental agradável com sua marca: “desenvolverem afetividade positiva com ela”. Estratégias do “Design Emocional” (NORMAN, 2008) aliado ao “Design de Experiência” (KELLEY, 2001) podem ajudar a alcançar esse objetivo.

A RIT, apesar de possuir algumas deficiências, demonstra claramente a maneira inteligente que foi pensada e a visão futurista de seu projeto original. Mas, como a RIT poderia se tornar mais amistosa a fim de conquistar a afetividade positiva de seus usuários. O que levaria o usuário a sentir-se bem ainda que por um pequeno espaço de tempo de seu dia? O que a levaria a sentir o desejo de ser mais gentil com o seu semelhante?

Inspirada no profeta gentileza do Rio de Janeiro, resolvi criar algo que possibilitasse aos usuários da RIT ter experiências agradáveis em seus espaços, marcando positivamente o seu relacionamento com essa grande estrutura e incentivando-os a terem um convívio mais gentil. Então pesquisei, li, fotografei, observei, conversei com outros usuários do sistema e cheguei a algumas informações importantes que norteariam o desenvolvimento de uma solução para esse problema. Criei um formulário de pesquisa no Google, e os resultados não foram muito diferentes do esperado. Observe-os nas telas a seguir:

O ônibus na visão do usuário

Gentileza na RIT na visão do usuário

Convivência na visão do usuário.

RIT na visão do usuário

Após esses resultados foram geradas alternativas com o objetivo de melhorar a percepção do sistema por parte do usuário que serão apresentados no próximo post.
Não deixe de ler. ;)

Por: Valéria Luz Bacharel em Design Gráfico
Contato: valeria@valluzdesign.com.br
Trabalho de Conclusão de Curso
Tema: Gentileza prática que traz felicidade: O Design emocional e a gentileza praticada na RIT.
Professor Orientador: Marco Aurélio Abonnizio
Professores Orientadores Auxiliares: Tiago Maia | Hélcio Fabri
Universidade Tuitui do Paraná 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe seu comentário